
Estou sobre gritos angustiantes
De lassidão.
Lavo o rosto,
A turvidão persiste,
A fome agasalha os indigentes
E as lágrimas descem brincando
De cachoeira na
Queda de um abraço.
Nos buracos das ruas
Está escondida a
A fraternidade.
As ladeiras das ruas fervem
Por emoções, com os
Gringos nos bares respirando
A tranquilidade
Dos trabalhadores assíduos,
Inquietos, devorados
Pela infra-estrutura malevolente
De uma cidade cativa.
Oh! Minha cidade!
Oh! Minha cidade!
Por quantas tardes
Vais matar saudades
Lá no bairro da Liberdade?
Lá nas palafitas que
Guardam tesouros de
Um degredo embalado,
Onde as crianças brincam
De serem crianças
Nas tardes chorosas
De inebriante estio,
Com a educação do lixo
E o ósculo da penúria?
Ai! Minha cidade!
Ai! Minha cidade!
As palafitas te resumem.
Anderson Costa

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