Encontro-me embebido pelas garras do
Sistemático e do preceito,
Um granjear do estável, só,
Na soturna noite ignota sem
A fomentação do errante,
Sem a fomentação do que me instabilizará.
Demasiada propensão ao desvario ecumênico
E à inércia já estafada do paradoxo.
Vejo meus companheiros ao lado,
Embotelhados e com as asas cortadas pelos
Ditames que soçobram impiedosamente
Os fincados e arrogam as formalidades.
Sinto-me afundando com pachorra.
Estou a afundar pela empáfia transcendental
Da conveniência.
Anderson Costa
sexta-feira, 28 de maio de 2010
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